segunda-feira, 19 de junho de 2017

"BIBLIOTECA" PEDRO MEXIA - LEITURAS 2017 XII


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São 65 pequenos textos, no máximo de cinco páginas cada um, muito interessantes, sobre os mais variados assuntos ligados sobretudo à literatura, nomeadamente, creio, sobre alguns livros da biblioteca particular de Pedro Mexia.

Leio sempre com muito agrado (livros ou jornais) o que escreve Pedro Mexia, e sempre que ele fala de livros, o que faz com muitíssima frequência, desperta-me a atenção e por isso mesmo, já li a maioria dos seus livros, publicados.

Nesta "BIBLIOTECA" falam-se de vários escritores, desde o génio de Balzac, actualmente um pouco esquecido, passando por Dostoievski, Tolstoi e muitos outros.

Fiquei especialmente curioso sobre uma escritora e um livro que desconhecia em absoluto, um livro sobre os últimos dias de uns velhos, dois homens e duas mulheres, colegas de escritório à beira da reforma. Todos vivem sós, solteiros ou viúvos, sem parentes chegados: "Quarteto no Outono" de Barbara Pym - excitante, o tema.

Por exemplo, sobre escritores que viram os seus livros destruídos ou pelo fogo ou pela água:

-O mexicano Octavio Paz, Prémio Nobel da Literatura em 1990, no fim da vida, ardeu-lhe uma biblioteca cheia de raridades bibliográficas;

-O italiano Giovanni Papini, perdeu os seus livros, que estavam numa cave, durante as cheias.

Perder uma biblioteca é de certo modo perder tudo, o maior pesadelo para quem fez dos livros a sua vida.




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Pedro Mexia escritor, poeta, crítico literário, cronista  - Lisboa 1972


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quinta-feira, 8 de junho de 2017

"O BARULHO DAS CHAVES" - PHILIPPE CLAUDEL - LEITURAS 2017 - XI

O Barulho das Chaves


Os dois livros que já li (este foi o terceiro) deste excelente escritor francês, "ALMAS CINZENTAS" e "A NETA DO SENHOR LINH" são muito bons, o primeiro um romance que revela o ser humano em toda a sua fragilidade e grandiosidade e dos mais perturbadores e tristes que li na vida, o segundo uma fábula linda e sublime sobre o exílio e a solidão que é, ao mesmo tempo, um hino à amizade, à solidariedade e à compaixão. Recomendo-os vivamente. 
PHILIPPE CLAUDEL é um escritor absolutamente...não sei como dizer, que nos agarra pelo peito e nos sacode da primeira à última página.  

Este "O BARULHO DAS CHAVES" é, tal como os que já salientei, um livro igualmente triste.

Durante onze anos, Philippe Claudel deslocou-se todas as semanas a uma prisão para dar aulas de Francês. Os seus alunos, homens e mulheres condenados a penas de prisão ou em prisão preventiva.

Poucos meses após o fim dessas visitas, Claudel apercebeu-se de que esse lugar ainda fazia parte da sua vida, pois levou dentro de si uma parte da prisão, a sua monotonia, a humidade, o calor aterrador, tudo.

Mostra-nos a fragilidade do ser humano, as suas fobias na prisão, como por exemplo um mecânico na vida civil que, para aguentar, confessou a Claudel, todas as noites montava e desmontava mentalmente, peça a peça, o motor de um 504 Diesel.

Marcel, de cinquenta e sete anos que, prestes a ser libertado por falta de provas, foi acusado de abusar sexualmente da sua neta de onze anos, e que, em vez de regressar à sua aldeia se suicida na noite anterior à sua libertação. Aterrador, deixa-nos com um vazio muito frio na barriga.

São apenas 76 páginas mas são páginas de uma crueza de uma tristeza que se entranha em nós dum modo perturbador.

PHILLIPE CLAUDEL é um escritor absolutamente imperdível.


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Philippe Claudel - Nancy-França   1962

nota 4  -  bom

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sábado, 3 de junho de 2017

"DIÁRIO DA ABUXARDA - 2007-2014" MARCELLO DUARTE MATHIAS - LEITURAS 2017 - X



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Escrita simples, mensagens curtas, dizendo muito em poucas palavras, tornaram muito agradável a leitura deste bonito livro de 405 páginas. É o quinto volume da série de diários "No Devagar Depressa dos Tempos", (é o segundo que leio, do outro não me lembro, já lá vão uns anos) escrito pelo Diplomata de Carreira (assim com letra grande em jeito de homenagem ao autor), Marcello Duarte Mathias, nascido em Lisboa, em 1938.

Incidindo nos anos 2007 a 2014, viajando pelos mais diversos países, de Paris a Nova Iorque, passando pela Índia e não só, observando outras terras e outras gentes, abordam-se os mais variados temas, da forma que já referi -simples, resumido e muito interessante e para tornar a leitura mais agradável e curiosa são escritos bem longe daqueles politicamente correctos, (embora sobre alguns a minha opinião não seja  exactamente a mesma). Aprende-se com todos os livros e com este aprendi mais algumas coisas, umas que desconhecia totalmente e outras extremamente curiosas e que nos põem a pensar.  

Por exemplo:

-Na América, o êxito profissional é um imperativo patriótico. Scott Fitzgerald dizia que a característica da vida americana era a de não dar a ninguém uma segunda oportunidade.

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"Via Rápida de 4 Faixas" - Edward Hopper  1956

-Exposição Edward Hopper no Grande Palais (Paris). Olhar diferente, todo o pintor traz consigo uma paisagem afectiva, Hopper é disso o perfeito exemplo.
Ao brilho, eficácia, trepidação da existência americana, que está sempre a encontrar soluções e a inventar o futuro, Hopper contrapõe a solidão, o abandono, o naufrágio quotidiano. O desalento das almas, para tudo dizer. Estas gentes tresmalhadas que povoam, como que por acaso, o espaço destes quadros, não esperam sequer pela morte - estão alhures, como se dela já tivessem desistido. Perderam a vida em vida, e agora não sabem o que fazer com o que dela resta. Tornaram-se clandestinos de si próprios...

E muitos outros assuntos interessantes são abordados neste diário (de 2007 a 2014), que li sempre à espera da página seguinte...

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Marcello Duarte Mathias


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segunda-feira, 29 de maio de 2017

JORNAL SARAMAGUIANO

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"JOSÉ SARAMAGO - Nas Suas Palavras", foi o último livro que li sobre este grande escritor português.

É uma recolha seleccionada de interessantíssimas intervenções de José Saramago feitas por esse mundo fora. 

Fiquei por exemplo a conhecer um pouco melhor do seu carácter: melancólico e reservado, solidário e relativista, orgulhoso e irónico, sempre propenso à indignação. 
Disciplinado, tenaz, ateu, cosmopolita (cidadão de todos os países; que despreza as fronteiras), austero, coerente, firme nas suas convicções, sério, solitário por temperamento, racionalista, céptico, tímido, terno, anti-pedante, implacável, pessimista, polémico, leal, sincero, generoso, duro por fora e frágil por dentro, elegante, frugal, directo, compassivo, inconformista, trabalhador, independente, distante, ético, imaginativo, comunista, solidário, orgulhoso, reflexivo, possuidor de um acentuado sentido de dignidade, irónico, austero, beligerante, meticuloso, relativista, português, brilhante, sensível, honesto, incómodo, sarcástico, individualista. 

Um homem possuído desde a juventude por uma insaciável curiosidade cartográfica que defendia com firmeza as opiniões sem calcular as consequências, acostumado a dizer o que pensava e a meditar o que dizia, disposto a forjar o seu perfil público nos meios de comunicação de todo o mundo, uma tarefa que assumia como mais uma obrigação do seu compromisso, até tomar a aparência de uma espécie de labor missionário laico.




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quarta-feira, 24 de maio de 2017

"BILHETE PARA A VIOLÊNCIA" - LUÍS ALVES MILHEIRO - LEITURAS 2017 - IX

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"Bilhete para a Violência" foi-me amavelmente oferecido pelo próprio autor e, por isso mesmo, passou logo a ser uma das minhas prioridades de leitura passando-o à frente da fila de livros que tinha (e tenho) em espera. 

Conheço o Luís Alves Milheiro apenas virtualmente das "lides literárias", mais propriamente através de alguns blogues que regularmente visitamos e, sobretudo, através do belíssimo "Largo da Memória", onde tenho visto lindíssimas fotos. 
Há pessoas que, mesmo não havendo contacto pessoal e estando longe, algo as aproxima, talvez pela coincidência ou semelhança de gostos, interesses. sentimentos, etc...

Não terá sido uma surpresa o facto de ter gostado deste livro pois conheço minimamente a escrita do autor, nomeadamente através dos seus excelentes blogues, "Largo da Memória", "A minha carroça de livros", "Viagens pelo Oeste" e "Casario do Ginjal", que visito com frequência.. 

"Bilhete para a violência" aborda um tema bem actual na sociedade portuguesa -a violência no futebol português e, sobretudo, sobre a arbitragem portuguesa-, que julgo nunca ter visto (em livro) abordado desta forma, ao mesmo tempo tão simples mas tão nua e crua. Sabemos que é um tema demasiado obscuro e que mexe com muitos interesses e muita gente da sociedade portuguesa para que haja coragem para ser esmiuçado.

O Pedro Gama é um jornalista desempregado, divorciado, que resolve aceitar um convite de uma amiga que dava aulas no secundário, para passarem um fim de semana junto ao mar.

Este fim de semana, que não corre bem, vai desencadear uma série de situações que vão torná-lo numa aventura cheia de uma violência absolutamente inimaginável numa pequena aldeia em que os seus habitantes se tornam absolutamente irracionais durante um jogo de futebol que opõe a equipa da terra a um rival de uma aldeia próxima. E o absurdo inimaginável acontece... 

História simples mas bem actual que consegue prender-nos (à história e aos personagens). Tive pena de não ter "convivido" mais com o Leonardo o cão amigo que afinal foi dos únicos que lhe deram (ao Pedro Gama) o gosto do que é saborear a amizade.

Obrigado e Parabéns Luís Eme!


A minha foto




sexta-feira, 19 de maio de 2017

JOSÉ SARAMAGO E PORTUGAL

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As convicções iberistas de José Saramago reforçadas pela fraterna relação que manteve com Espanha, mereceram-lhe descréditos e acérrimas críticas, acentuados pela firmeza e precisão das suas declarações e agravadas quando, em 1993, por decisão pessoal, se mudou para Lanzarote. 

Mas José Saramago via-se e entendia-se a si mesmo como um escritor português e nem as injustiças que determinada classe dirigente lhe infligiu, turvaram o seu sentimento de ser português nem afectaram os laços emocionais que o uniam ao seu próprio povo. 

Ao Jornal espanhol El País, em Abril de 1989, confessou:

-Não sei até que ponto Portugal precisa de mim, mas sei até que ponto eu preciso dele. Este país agrada-me, até aquilo que tem de menos bom. Há uma relação muito mais importante do que isso que se chama patriotismo; é uma relação carnal, de raízes. Tenho-a. Sobretudo, procuro saber quem sou, nunca como um ser individual, mas como alguém que está nesta coisa que é um povo e uma história-



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domingo, 14 de maio de 2017

LEITURAS 2017 - VIII - "JOSÉ SARAMAGO - NAS SUAS PALAVRAS"

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Ontem, quando no interior de uma Biblioteca fazia a minha ronda (de autêntico rato de biblioteca) quase diária, uma pessoa minha conhecida com quem, ocasionalmente, costumo beber café, pediu-me a opinião sobre um determinado livro que queria levar para leitura domiciliária, e se eu já o tinha lido; como não tinha, recomendei-lhe outro, "O ano da morte de Ricardo Reis" de José Saramago. Eis um breve resumo do diálogo que na altura encetámos:

-José Saramago? mas os livros dele não têem pontuação.
eu -não têem pontuação? mas já leu algum livro do Saramago?
-ainda não li nenhum, mas é o que tenho ouvido dizer
eu-ó caro amigo isso são apenas conversas de escárnio e mal dizer

Realmente criou-se, de algum modo, o mito de que os livros de José Saramago não teriam pontuação. São apenas palavras maldosas que se inventaram para denegrir um homem que é, ainda continua a ser, ao mesmo tempo amado e odiado, e bem injustiçado foi por alguns governantes deste país.

Naturalmente que este aspecto da pontuação não está isento de controvérsia. Para o professor universitário Carlos Reis, da Universidade de Coimbra, só os comentadores apressados e os críticos que o não leram é que dizem que Saramago não usa pontuação -"um disparate sem remissão possível". 

Saramago é um grande escritor, costumo dizer, o melhor escritor português depois de Camões (obviamente que esta afirmação é minha e, claro, vale o que vale).

O livro que acabo de ler (José Saramago-Nas Suas Palavras) é uma recolha de intervenções/afirmações que o grande escritor português fez ao longo da sua -curta- vida literária, intervenções que, como se refere no prefácio, constituíram um dos traços centrais do perfil intelectual de José Saramago.

Gostei muito deste livro que se lê como um jornal Saramaguiano.

Tem interessantíssimas intervenções de José Saramago feitas por esse mundo fora e fiquei, por exemplo, a conhecer um pouco melhor do seu carácter, que brevemente tentarei abordar.


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José Saramago jovem
 na foto da esquerda, curioso o que me parece ser, na lapela do casaco, o emblema do Benfica 



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terça-feira, 9 de maio de 2017

JOSÉ SARAMAGO E AS MULHERES

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Humildes e leais, generosas e autênticas, a obra de Saramago sustenta efectivamente excepcionais figuras femininas e brilham nas suas páginas, Blimunda, Lídia, Maria Sara, Maria Guavaira, Joana Carda, Maria Madalena, Marta, Isaura...


Sobre as mulheres, são suas estas palavras que confiou a Inês Pedrosa, numa entrevista ao Jornal de Letras, Artes e Ideias, em Novembro de 1986:

-Sinto que as mulheres são, em regra, melhores do que os homens. É como se o homem tivesse renunciado ao ponto de vista viril, marialva, e depois não soubesse muito bem como é que havia de ser. A mulher, ao mesmo tempo que já está a ser, está sempre para ser.



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Blimunda, personagem do "MEMORIAL DO CONVENTO"

quinta-feira, 4 de maio de 2017

JOSÉ SARAMAGO E OS LIVROS

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O Prémio Nobel da Literatura 1998, José Saramago, será talvez o maior escritor português depois de Camões. É um dos meus escritores preferidos. 

Ando actualmente a ler "JOSÉ SARAMAGO - NAS SUAS PALAVRAS", uma selecção de textos respeitantes às mais diversas intervenções do escritor nas várias esferas da comunicação. 

Fala de Lisboa, da Vida, de Portugal, da Ética, de Deus, do Pessimismo, da Morte, da Mulher, de História, do Ser Humano enfim, dos mais variados temas e fala, naturalmente, da literatura e dos seus escritores preferidos:

"Os meus escritores de referência são Montaigne, Cervantes, o padre António Vieira, Gogol e Kafka. O padre António Vieira era um jesuíta do século XVII. Nunca se escreveu na língua portuguesa com tanta beleza como ele o fez."  


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Padre António Vieira, Lisboa 1608-1697, religioso, filósofo, 
    escritor e orador português da Companhia de Jesus 


sexta-feira, 21 de abril de 2017

O MAIS PEQUENO LIVRO DO MUNDO

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Bem lá atrás, na prateleira mais alta da minha pequeníssima biblioteca encontrei um dos primeiros livros que comprei, em 12.10.1978, por 140 escudos (em todos os meus livros anoto a data da compra, o preço e o meu nome),  "Deixe de dizer não sei", uma edição de Setembro de 1978, cheio de pequenas curiosidades. Por exemplo, sobre livros, encontrei esta:

"O mais pequeno livro do mundo é o exemplar único do poema de Harrison Ainsworth, intitulado "Windsor Castle", (1842) oferecido à rainha Mary, da Inglaterra, pelo Sr. Gunneer, que escreveu toda a obra num volume de cem páginas...com um centímetro de altura".

Fui agora tentar confirmar se ainda seria este o mais pequeno livro do mundo mas parece que, entretanto, surgiram outros, sendo que actualmente o recordista será um ainda bem mais pequeno, tem o nome de "Shiki no Kusabana" (flores da época), mede 0,75 milímetros, tem 22 páginas com letras que não ultrapassam 0,01 milímetros, e foi desenvolvido por uma empresa japonesa que o apresenta agora como o livro mais pequeno do mundo, e que o terá colocado à venda, juntamente com uma lupa especial e uma versão maior, por 236 €.


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o mais pequeno livro do mundo

O mais pequeno livro do mundo escrito em português "O Barco e o Sonho" é da autoria do jornalista e escritor micaelense Manuel Ferreira, tem cem páginas, o tamanho de uma unha e pesa um grama. 

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terça-feira, 11 de abril de 2017

"O ADEUS ÀS ARMAS" - ERNEST HEMINGWAY - LEITURAS 2017 - VII

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Quanto mais alto se sobe maior é a queda. É que depositava muitas esperanças neste livro, contudo, foram 347 páginas enfandonhas, de conversa molengona, sem qualquer ritmo que me motivasse para a página seguinte e confesso que só a muito custo cheguei ao fim. Uma completa desilusão. Eu nunca consegui "entrar" no ritmo deste livro.

Esta história de Frederic Henry, um condutor de ambulâncias que, durante a 1ª. guerra mundial, presta serviço na frente italiana, e da sua paixão por uma bela enfermeira inglesa nunca me cativaram, uma página sequer que fosse.

Não tenho muito mais a dizer sobre este livro, todavia, é um clássico da literatura mundial...

Este O Adeus às Armas foi escrito quando Ernest Hemingway tinha apenas trinta anos e está considerado uma das obras primas do autor. Para mim foi um aborrecimento.

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Eernest Hemingway - EUA 1899;  1954 - Prémio Nobel da
Literatura; suicidou-se em 1961



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terça-feira, 4 de abril de 2017

"A AMÉRICA E OS AMERICANOS" E OUTROS TEXTOS - JOHN STEINBECK - LEITURAS 2017 - VI

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"Os Náufragos do Autocarro", "A Batalha Incerta", "A Leste do Paraíso" e "As Vinhas da Ira", são quatro dos livros que li quando ainda era um iniciado nesta deliciosa actividade que é a leitura e que, desde logo, me viciaram na mesma, passando John Steinbeck a fazer parte dos meus escritores preferidos.

Este "A América e os Americanos" é uma pequena antologia que reúne pequenos ensaios e peças jornalísticas que, vão desde alguns artigos de 1936, que serviram de inspiração para o célebre romance "As Vinhas da Ira", até ao último livro que publicou, "A América e os Americanos", de 1966. 

Fiquei a saber, por exemplo, que:

-Shirley Temple, à época uma garota, foi denunciada pela Comissão Dies, tal como John Steinbeck, por terem contribuído com dinheiro para auxílio médico à Espanha lealista e acusados de comunistas.

-Mark Twain não foi levado a sério durante décadas, em grande parte devido ao seu sentido de humor.

Há portanto, neste livro de mais de 450 páginas, muito assunto interessante.

Por vezes, sofremos algumas decepções quando estamos muito tempo sem ler um determinado autor (ou livro) de quem gostámos muito e só voltamos a lê-lo, às vezes passados anos. Não posso contudo dizer que foi este o caso, porque continuo a gostar da escrita deste grande autor, embora, talvez pelos assuntos abordados, considere este um livro datado.


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John Steinbeck  EUA-Salinas-Califórnia 1902-1968




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terça-feira, 28 de março de 2017

JOHN STEINBECK E OS LIVROS


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John Steinbeck - 1902 Salinas (Califórnia) - 1968  Nova Iorque

John Steinbeck é um dos mais célebres, dos mais discutidos e continua (?) a ser um dos mais lidos escritores norte americanos.  A par de Victor Hugo foi um dos escritores que me proporcionaram grandes momentos de leitura. "As Vinhas da Ira" é um dos meus dez livros preferidos.

Depois de um interregno de alguns anos voltei agora a ler (ainda me falta uma centena de páginas) um livro de John Steinbeck, "A América e os americanos" que não sendo dos melhores dele é um livro de crónicas que regista muito daquilo que o mundo viveu e sofreu ao longo do século XX e ainda alguns apontamentos biográficos do próprio Steinbeck.

Por exemplo, a sua relação com os livros:

-Como todos os escritores, Steinbeck gostava de livros:
 "uma das muitas poucas coisas mágicas que a nossa espécie criou". 
 "Nenhum programa de televisão é um amigo como um livro. E nenhuma outra forma , excepto...a música, convida à participação do receptor como o livro."

-No entanto não era um coleccionador de livros pelo seu valor físico: "Nunca encomendei nem quis um livro autografado."

-Steinbeck era perfeitamente a favor do livro barato de capa mole: "o livro de vinte e cinco cêntimos."

"As Vinhas da Ira" e "A Leste do Paraíso" são dois livros absolutamente imperdíveis e que, na minha perspectiva, figurarão certamente para todo o sempre na história da literatura universal.

Ler um livro de John Steinbeck continua a ser um doce momento de prazer! 

quinta-feira, 23 de março de 2017

LIVROS INESQUECÍVEIS

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Há livros que nos marcam, que são absolutamente inesquecíveis e que tencionamos vir a reler um dia. Sobre este, "O PÁSSARO PINTADO" de JERZY KOSINSKI, que li há muito, muito tempo mas que nunca, nunca esqueci, disse o realizador espanhol Luis Buñuel: "Talvez o livro que mais me tenha impressionado". Por seu lado Arthur Miller, dramaturgo norte-americano, que foi casado com Marilyn Monroe, afirmou: "Um feito literário muito importante e muito difícil de conseguir".

Livro baseado nas memórias de infância do próprio autor e que retrata as deambulações de uma criança que foi deixada ao cuidado de uma velhota, durante a 2ª. Guerra Mundial. A velhota responsável morre, e o rapaz vê-se sozinho ao frio, em busca de abrigo e de alimento, sofrendo os mais tenebrosos actos de agressividade e maldade humana. Um relato de grande sofrimento e de uma grande tristeza.



sábado, 11 de março de 2017

"O ESTRANHO DEVER DO CEPTICISMO" - MÁRIO MESQUITA - LEITURAS 2017 - V

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Contrariando o que se pode ler na contracapa deste (bonito e apetecível) livro, a sensação com que fiquei ao ler estes comentários reunidos, foi que a grande maioria deles foram escritos num tempo já muito distante e que, ainda por cima, estão povoados de personagens tão desinteressantes e caquéticas, como Cavaco, Guterres, Freitas, Sampaio, Soares, etc. etc....talvez por isso, tivesse ficado com um sabor amargo perante uma escrita de tanta excelência para temas tão desactualizados e cinzentões.  

Só a excelente prosa deste grande jornalista e professor de Comunicação determinou que não deixasse o livro a meio, já que Mário Mesquita quase consegue transformar comentários de raiz vincadamente política em interessantes ensaios.

O livro é-nos apresentado de um modo atraente, estando dividido por TEMAS, começando pelo tema PESSOAS, onde são focadas algumas interessantes personagens, como George Steiner, Charles de Gaulle, George Orwell, Jean Paul Sartre, Sigmund Freud, Günter Grass e outras figuras nacionais e internacionais, algumas bem misteriosas, como é o caso do antigo presidente da República Francesa, François Mitterrand que, referindo-se a ele próprio, dizia isto: "Ninguém conhece de mim mais do que um terço...não é por ter coisas a esconder, mas porque sou assim. E não gosto de pessoas transparentes." 
Seguem-se outros temas: MEMÓRIA (o caso Aldo Moro, a pantufa de Proust...), ACONTECIMENTOS (os coleccionadores de cabeças-o caso de Sacavém...), CONJUNTURAS (a esquizofrenia da austeridade...), INSTITUIÇÕES (o S.I.S....), CRISES (o 11 de Setembro de 2001, Timor-Leste, o Iraque...)

São mais de quinhentas páginas contando crise a crise, acontecimento a acontecimento, ocorrência a ocorrência, pessoa a pessoa constituindo uma lição de bem escrever (que pena grande parte dos temas serem tão cinzentos e ultrapassados).


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Mário Mesquita, Açoriano - 1950

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quarta-feira, 1 de março de 2017

"O GÉNIO E A DEUSA" - Jeffrey Meyers - LEITURAS 2017 - IV

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"O GÉNIO E A DEUSA", baseado na longa amizade do autor (JEFFREY MEYERS) com Arthur Miller, é um retrato do casamento deste dramaturgo com Marilyn Monroe (casados entre 1956 e 1961), mas não só... o que sobretudo, mais me interessou neste livro foi o desvendar de mais alguns pedaços duma vida tão atribulada e sofrida e, ao mesmo tempo, tão longa e tão curta de alguém que tanto parecia ter, mas que, afinal, nunca teve aquilo que mais procurou: amor. A vida desta grande figura do cinema (Marilyn Monroe) sempre me interessou.


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. Filmagem às duas e meia da manhã "O PECADO MORA AO LADO"
à saída do Metropolitano de Nova Iorque, uma enorme multidão apareceu para ver

     MARILYN MONROE (não me alimento de quases, não me contento com a metade! Nunca serei a sua meio amiga, ou seu meio amor...é tudo ou nada

A INFÂNCIA:
-Quando nasceu, em Los Angeles a 1 de Junho de 1926, deram-lhe o nome de Norma Jeane Baker, inspirado no de uma actriz popular, Norma Talmage.

Sua mãe, Gladys Monroe, nasceu no México em 1902 e a loucura sempre a perseguiu, vindo a morrer num hospício estatal.
O pai, Stanley Gifford, supervisor de laboratório da indústria cinematográfica, nunca reconheceu a filha nem se disponibilizou para ajudar. 

Norma Jeane passou os seus primeiros sete anos de vida com uma família de acolhimento, os Bolanders, que eram fanáticos religiosos que impunham uma disciplina severa e inflexível.
Quando a mãe tomou conta dela, cujo regime hedonista (aquele/a que considera o prazer como único fim de vida) era a completa antítese do dos Bolanders, transformou completamente a vida quotidiana e os valores morais de Norma Jeane. 
Teve ainda outras famílias de acolhimento, entre estadias em orfanatos pelo meio.

A ADOLESCÊNCIA: 
-Desde que começou a posar para os fotógrafos como uma bonita adolescente, aprendera a tornar-se "Marilyn Monroe" e tinha vivido, numa estranha dissociação, como duas mulheres. Uma era a rapariga vulgar que queria uma vida familiar estável, com amigos, casamento e filhos; a outra era o ídolo do cinema e a deusa do sexo, com a figura de ampulheta, lábios brilhantes e cabelo louro.   

MARILYN MONROE E OS KENNEDYS:
-Para John Kennedy, Marilyn era apenas mais um (dos muitíssimos) engates e nunca gostou dela, ao contrário de seu irmão, Bobby Kennedy, que esteve mesmo apaixonado por MM e que, também ao invés de John, era meigo, querido e brincalhão.


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MARILYN MONROE EM HOLLYWOOD:
-Marilyn, uma hedonista desinibida, sempre disposta a dormir com homens que pensava poderem ajudá-la.
Em 1951, assinou contrato com a FOX. Obteve pequenos papéis, muitas vezes em troca de favores sexuais a homens influentes.  
Orson Wells chamou a atenção para o facto de quase toda a gente em Hollywood ter dormido com ela.
Em 1953, contra as expectativas. atingiu o estrelato.  

MARILYN MONROE E OS LIVROS:
-Marilyn possuía 400 livros de escritores americanos e ingleses e de outros países europeus. Folheava revistas e lia argumentos de filmes, mas a sua última secretária nunca a viu a ler nada senão romances baratos de Harold Robbins. Seu marido, Arthur Miller, confirmou que, possivelmente à excepção de "Chérie" de Colette e de alguns contos, nunca deu por que ela lesse fosse o que fosse. Mas estava decidida a melhorar os seus conhecimentos pois queria compreender as conversas sobre livros.
Marilyn não só lia poesia, mas também a escrevia para expressar os seus conhecimentos quando estava deprimida.


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MARILYN E UM DOS SEUS GRANDES DEFEITOS:
-Se a grande força de MM era o desejo de aprender, a sua grande falha pessoal e profissional eram os atrasos crónicos. Nunca chegava a tempo e os atrasos eram mesmo de muitas horas mostrando uma total falta de consideração pelos que com ela trabalhavam não querendo tão pouco saber dos milhões que tais atrasos implicavam no custo total do filme. Era, neste caso, mal educada, mesquinha, indelicada e completamente egoísta.

MARILYN E O SEXO:
-Séria e ingénua, Marilyn considerava o sexo com ligeireza e oferecia como recompensa o único bem de que dispunha. O sexo era a sua maneira de dizer obrigado. Entre final da década de 1940/década de 1950-doze abortos provocados; seguiram-se, até ao fim da vida, outros abortos espontâneos.
-Uma garota sábia beija mas não ama, escuta mas não acredita e parte antes de ser abandonada (Marilyn Monroe)-

 A MORTE DE MARILYN:
-O relatório da autópsia afirmava que ingerira entre quarenta a cinquenta Nembutals e um grande número de comprimidos de cloral. A causa da morte foi envenenamento agudo de barbitúricos. Ingestão de overdose. O óbito foi declarado às 3h50 da manhã de domingo 5 de Agosto de 1962.
Apesar do relatório da autópsia ser concludente, as muitas mentiras que rodearam o suicídio de MM tornaram evidentes as tentativas de encobrimento com o objectivo de ocultar qualquer delito e esconder a sua relação íntima com os Kennedys.  
Pode ter morrido de uma overdose acidental, ter-se tratado de um suicídio deliberado ou (como alguns pensam) ter sido vítima de um homicídio com motivações políticas. Nunca teremos a certeza.

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Marilyn Monroe é encontrada morta no seu quarto a 5 de Agosto de 1962

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Cesário I, Cesário II, Cesário III, José Maria I, José Maria II ...


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Cesário I, Cesário II, Cesário III, José Maria I, José Maria II e José Maria III, Fernando Mendonça, João Mendonça e Jorge Mendonça (Sporting de Braga); Garcia, Coureles e Picareta, Manteigueiro e Cafum, Lãzinha e Couceiro (Sporting da Covilhã); Vital, Teotónio, Batalha, Caraça, Flora e Falé, José Pedro, Patalino (Lusitano de Évora)...toda esta galeria de nomes (e rostos) fazia parte dos bonecos da bola que alegraram a minha infância e que ainda estão bem vivos na minha memória. Todos estes bonecos eram colados em cadernetas (normalmente com farinha, na falta de cola) que constituíam a nossa felicidade quando completadas o que não era nada fácil; o "boneco da bola" -que estava colado no fundo da lata- e que normalmente saía "à casa", e que, por ser o último, valia uma bola de caut-chug (algo que, na altura, sair-nos em sorte seria como se nos saísse a sorte grande).   

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Coureles (e não Courelas)
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Couceiro


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Pois foi esta "bela memória" que, na última sexta-feira, revi numa interessante exposição que está actualmente patente em Lisboa, na Biblioteca Nacional de Portugal (ao Campo Grande), que, para além dos bonecos da bola, apresenta outros cromos que igualmente povoaram (e adocicaram) a minha infância, como a célebre "RAÇAS HUMANAS", "EMBLEMAS DESPORTIVOS", "HISTÓRIA NATURAL", "BANDEIRAS MUNDIAIS", "HISTÓRIA DE PORTUGAL", "ARTISTAS DE CINEMA" e outras interessantes colecções que eram autênticas mostras de carácter enciclopédico.


Esta bela exposição dedicada ao cromo em Portugal, para além das colecções nacionais expostas, inclui também edições estrangeiras, com ela relacionadas, ilustrações originais, uma máquina (manual) de fabricar rebuçados, latas de caramelos, brindes das colecções...reminiscências com história de um quotidiano nacional cuja memória merece ser conservada. 

Uma excelente iniciativa apresentada pela Biblioteca Nacional com o apoio do Clube Português da Banda Desenhada que representa um evento digno de nota e que vale a pena ver.

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Cadernetas de cromos

100 anos do cromo colecionável em Portugal

EXPOSIÇÃO | 1 fev. '17 | 19h15 | Galeria do Auditório | Entrada Livre / até 29 abr. '17

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"A BIBLIOTECA À NOITE" - ALBERTO MANGUEL - LEITURAS 2017 - III

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ALBERTO MANGUEL é um entusiasta do prazer dos livros, e o seu entusiasmo, está aqui exposto ao abordar a Biblioteca de todas as maneiras e feitios, seja a Biblioteca como Mito, como Ordem, como Espaço, como Poder, como Sombra, como Forma, como Acaso, como Oficina, como Mente, como Ilha, como Sobrevivência, como Esquecimento, como Imaginação, como Identidade e até a Biblioteca como Lar.

Efectivamente, Alberto Manguel, um dos maiores bibliófilos do mundo, a partir da sua mítica biblioteca pessoal, com mais de 40 mil livros num antigo presbitério em França, conta-nos tudo o que sabe sobre a história, o fascínio e os enigmas das bibliotecas, para além de nos contar belas histórias também sobre leitores. A copiosa biblioteca de Charles Dickens, o catálogo imaginário de Colette e tantos outros.

É um livro para quem gosta de livros, para quem tem a paixão da leitura, não será certamente um livro para quem apenas lê um livro de vez em quando, isso não.

Os livros queimados, os livros não lidos, os livros proibidos, a falta de espaço, a arrumação dos livros, os livros esquecidos que quando menos esperamos voltam a ser uma novidade quando afinal já os possuímos há tanto tempo, uma fotografia que já havíamos esquecido nas páginas de Pearl Buck, uma nota de vinte escudos dentro de um John Steinbeck, um bilhete de eléctrico cor de rosa velho entre as páginas do rei verde do P. L. Sulitzer, são situações que, de algum modo, são abordados neste belo livro.

Este é um daqueles livros que, não sendo de modo nenhum um livro fácil, não é um livro de uma só leitura é um livro que, tenho a certeza, irei voltar a ele com muita frequência, porque é um livro em que na primeira leitura muita coisa ficará por descobrir.

Alberto Manguel é um autor extremamente versátil: ensaísta, ficcionista e tradutor mas conheço-o fundamentalmente como o mais cativante, o mais eclético, o mais criativo de todos os ensaístas da actualidade e sobretudo um entusiasta que mais fala de livros do prazer dos livros, embora, por vezes, na minha perspectiva um pouco académico.


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Alberto Manguel  1948  - Buenos Aires

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